quinta-feira, 21 de julho de 2011

LINUX completa 20 anos em 2011

Mesmo que você seja totalmente indiferente ao simpático TUX (pinguim que virou mascote da iniciativa LINUX), sua vida ou mesmo sua rotina diária tem alguma interferência do sistema operacional Open Source mais conhecido do mundo.
Idealizado por Linus Torvalds por idos do ano de 1991, o LINUX se difundiu e hoje pode ser encontrado desde desktop's a venda no varejo a servidores de grandes corporações, mantendo se fiel aos seus princípios originais de código aberto, este que nasceu para ser uma alternativa aos sistemas proprietários, vive hoje um status de protagonista em diferentes segmentos corporativos.
Creio que a grande contribuição do LINUX para o mundo, tenha sido a consolidação do código aberto como uma alternativa viável para usuários comuns, permitindo que cada um possa ter a sua compilação caseira da distribuição.



"Isto tudo mexeu com a cabeça das últimas gerações, comprovando que o negócio é vender serviço e não software."


É... ta vendo, o pinguim faz parte da sua vida também! Alguns serviços que costumamos utilizar diariamente, como por exemplo o GOOGLE e o FACEBOOK, utilizam-se da plataforma LINUX para rodar seus serviços.

Viva o mundo OPEN!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EPRINTS

O EPrints trata-se de um dos primeiros softwares  de repositório Open Acces e comemora, este ano, 10 anos de sucesso junto a comunidade acadêmica.
Este software é uma iniciativa da University of Southampton e é completamente compatível com a metodologia OAI, ou seja, de forma simples e objetiva, os metadados podem ser coletados e armazenados por outros repositórios.
Não tem muita documentação em português, mas é uma excelente base para a construção de um repositório institucional, visto que o EPrints, que já se encontra em sia sua versão 3.0, está muito estável e robusto e oferece uma gama de serviços e complementos que podem ser instalados separadamente.
Quanto a instalação, não é um sistema muito exigente! Pode ser instalado em diversas distribuições LINUX, bem como em ambiente WINDOWS, bastando possuir um servidor Apache, banco de dados MySQL 5 e um módulo PERL nativo.
Este é uma boa pedida àqueles iniciantes que gostam de efetuar testes em suas máquinas locais, com uma certa dose de paciência e atenção ao manual, não é difícil de colocar o sistema para rodar.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa:

Site oficial do EPrints:
http://www.eprints.org/

Repositório DEMO do EPrints:
http://demoprints.eprints.org/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

FISL 2011

Está sendo realizado na em Porto Alegre, na PUCRS, a 12ª edição da Feira Internacional de Software Livre.

Nesse momento você deve estar pensando:
"E daí? Não sou da área de informática e acho que software livre deve ser um programa de computador que recebeu habeas corpus!"

Deixando de lado a brincadeira, mesmo sendo um evento voltado para a área de informática, é interessante, no mínimo, ficar atento ao que é discutido neste tipo de encontro de figuras influentes no mundo da Tecnologia, pois muita coisa que está sendo tratada, irá afetar ao modo como todos se utilizam das ferramentas oferecidas pelas TIC's.

Ontem, 29 de junho,  Barry Newsted (Chefe do departamento de desenvolvimento global da Wilimedia) palestrou sobre os "10 anos de Wikipedia" e hoje, 30 de junho, terá um debate sobre "O futuro do marco civil na internet".

FIQUEM LIGADOS:

http://softwarelivre.org/fisl12

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DSPACE

Não há como iniciarmos uma conversa sobre Repositórios sem mencionar a iniciativa do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em conjunto com a HP (Hewlett Packard), pois se trata de uma das soluções mais adotadas por instituições de todo porte, em todos os cantos do planeta.
O DSPACE é totalmente baseado em ferramentas open source e, apresenta características de funcionamento multiplataforma, pois foi desenvolvido em Java e utiliza-se de um banco de dados PostgreSQL para viabilizar seus recursos de armazenagem.

"Trocando em miúdos, é possível baixar gratuitamente o software e customizá-lo, independentemente do sistema operacional que esteja utilizando, visto que o mesmo tem uma interface de gerenciamento via web e todos os requisitos para a instalação no server são encontradas na maioria dos SO's (Windows, Unix, etc...)."

Por experiência própria, o DSPACE está dentro do escopo daqueles softwares que servem para serem recomendados em um projeto maior combinado a outros objetivos da instituição, visto que o mesmo possui muitas funcionalidades interessantes como a criação de comunidades para acesso aos docs. Também não recomendo a instalação local para usuários iniciantes, pois JAVA não é uma linguagem assim tão acessível ao desavisados e toda alteração (incluindo layout) necessita ser compilada para funcionar. Portanto, não iremos nos deter a dicas de instalação deste software, pois se tornaria um texto excessivamente técnico, o que não é nossa intenção.

Contudo, se você tiver a chance de participar de uma comissão que tratará sobre disponibilização de documentos na web, pode mandar a dica do DSPACE que não tem erro. Terás muitos cases (inclusive nacionais) para apresentar como exemplo e uma ampla documentação técnica disponível on-line.
Na verdade há muito o que ser dito a favor do software da MIT, como por exemplo, que existem formas bem interessantes de customização da interface através do Manakin (inclusive a possibilidade de customização diferenciada por comunidade), que utiliza Dublin Core de forma nativa, que possibilita o harvesting (coleta) de metadados através da tecnologia de Open Archives (possibilita a integração com outras iniciativas), enfim... É uma boa sacada ser o primeiro a levantar esta marca na reunião de pauta do projeto.

Veja alguns links úteis para estudar e conhecer melhor o DSPACE:


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Open Access

Estava lendo o artigo do Prof. Hélio Kuramoto, publicado hoje no Jornal da Ciência, e me dei conta de que muito falamos sobre o assunto "Open Acces" ou mesmo "Repositórios Institucionais", mas fica faltando mostrar o caminho das pedras para aqueles que tem vontade de implantar algo nesta linha em sua instituição.

Portanto, iremos dedicar alguns posts na sequência para tentar ajudar ao iniciante, mas de boa vontade, a escolher uma forma de disponibilizar (ou propor a solução) a produção científica de sua instituição.

Por enquanto, fica a modesta dica de leitura do Trabalho de Conclusão de Curso deste que voz escreve:


Arquivos abertos : avaliação da iniciativa como solução para a disponibilização dos TCC's do curso de Biblioteconomia da UFRGS na WEB

O trabalho aborda de forma bastante prática uma necessidade real e compartilhada por todos departamentos de  cursos, indicando, neste caso, como solução o TEDE para disponibilizar as monografias resultantes dos TCC's do curso de Biblioteconomia da UFRGS.

A idéia inicial era bem mais abrangente, envolvendo a criação de um portal de informações para os formandos, etc... Mas isso é outro assunto, e mais tarde iremos abordar também.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desktop nas nuvens! Moda ou tendência?

Direto ao ponto: Ainda não sabemos se a nuvem é apenas passageira ou chegou para ficar e pairar por muito tempo em cima de nossas cabeças!

Não discutiremos conceitos e muito menos a origem da computação em nuvem, até porque, de alguma forma, já tocamos no assunto anteriormente:


O fato é que muito se fala em computação em nuvem no dia-a-dia e, já é possível perceber uma certa preocupação de muitos em migrar imediatamente para as nuvens sem ao menos ter noção exata do que isto representa.
Como qualquer tecnologia, a computação nas nuvens possuem muitas vantagens e outras tantas desvantagens. 
Cuidado! Leia com atenção os parágrafos que se seguem!

A esta altura muitos já devem ter ouvido falar do lançamento do "Chromebook", que nada mais é do que o Notebook da Google, que está sendo lançado nos EUA em parceria com a Samsung e a Ace,r e chegará ao Brasil daqui a seis meses. Pois bem, o equipamento traz um conceito inovador, isso é verdade! É baseado em LINUX e promete oferecer muito mais performance do que os computadores móveis que conhecemos, também não se pode negar!

Entenda como é possível colocar seu desktop nas nuvens.
A ilustração ao lado é bastante útil para que possamos entender o funcionamento do conceito de desktop nas nuvens, onde podemos visualizar que o Cliente se conecta a um servidor externo para fazer uso de um número incontável de aplicações, que também podem ser compartilhadas por outros usuários.
No caso do Chromebook isso não será uma opção, mas sim uma regra!
Instalando a maioria dos aplicativos na nuvem, o equipamento não sofrerá com problemas de espaço em disco, deixando a memória livre daqueles aplicativos que insistem em inicializar junto com o sistema operacional para executar tarefas que normalmente não são usadas todo dia, sem contar a vantagem da atualização dos sistema que, por estar na nuvem, proporcionará ao usuário utilizar sempre o mais atual sem se preocupar com updates enormes e demorados.


Parece a oitava maravilha! Mas não é exatamente assim!

Seja qual for o tipo de conexão comercial com a internet, no Brasil, os contratos normalmente obrigam a operadora a fornecer apenas 10% (isso mesmo, você leu certo: dez por cento) da velocidade contratada. Sem contar o engôdo formado em torno do jogo de palavras entre Kbyte's e Kbit's (1 bite = 8 bit's), onde na propaganda é vendido 1 Mega, 10 M, etc... Sem serem claros suficientes para informar a diferença entre 1MB e 1Mb.

Desculpem pelo desvio de assunto, porém foi necessário para que possamos refletir sobre a real condição de uso das aplicações em nuvem. Ao menos em nosso país, a internet ainda é muito cara e lenta, o que prejudica diretamente o esquema mostrado anteriormente. Imaginem um usuário desavisado e confiante que seu trabalho está tão seguro nas nuvens, a ponto de não precisar efetuar nenhuma espécie backup, ele não deixa de ter razão, afinal o seu desktop está fisicamente desvinculado da máquina que ele carrega embaixo do braço, proporcionando-lhe este tipo de sensação, contudo, se o mesmo não conseguir conectar com a internet, ficará impossibilitado de acessar tudo que estiver salvo na nuvem. Neste caso, como fazer para recuperar documentos importantes, que muitas vezes são requisitados imediatamente? Outro porém, no caso do desktop virtualizado na nuvem... como será possível acessar os conteúdos ou rodar aplicativos, no caso de um dano permanente no Hardware ou mesmo roubo daquela máquina que até o momento nos parece a única forma de acesso aos documentos remotos?

Enfim, são muitos questionamentos!

Fica o conselho do bom senso. A computação em nuvem óbviamente trará muitas vantagens, e muitas destas questões serão rapidamente respondidas, porém não deixe de alimentar aquela agendinha em papel com os seus contatos importantes, muito menos dispense uma boa cópia de segurança de tudo aquilo que consideras crítico.

Sempre serei contra modismos. Não consigo me adaptar a idéia de migrar para algo pelo simples fato de ser novo, sem antes avaliar os riscos e vantagens e principalmente se esta nova tecnologia de fato se aplica aos meus objetivos.

Quem será o primeiro alardear serviços em nuvem para unidades de informação? 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cyber profissional ou simplesmente antenado?

Muitos dos "post's" encontrados aqui neste blog, são fruto de uma reflexão criada em um momento de pausa para o cafézinho. Bem, este não será excessão e também dá indícios de que renderá outros frutos e outras discussões que serão abordadas em trabalhos formais.
O tema que abordamos hoje, novamente, não é nenhuma novidade, contudo tentaremos abordá-lo de forma diferente, mostrando de forma prática e bem simplificada.
Sempre ouvimos falar do novo papel do profissional da informação frente a nova sociedade que surge impactada pelas novas tecnologias, etc... Na maioria absoluta das vezes em que se repete este discurso, que já está bastante desgastado, fica uma lacuna no ar...
"AFINAL O QUE EU TENHO QUE FAZER PARA ME INSERIR NESTE TAL NOVO CONTEXTO E ME TORNAR UM PROFISSIONAL QUE DOMINA O USO DAS TIC'S?"
Infelizmente, a resposta não é muito alentadora, afinal é muito difícil convencer o pessoal que está há muitos anos no mercado de trabalho de que está na hora de se reciclar e, os currículos das faculdades não ajudam muito, ou seja, mesmo os profissionais que estão saindo hoje das faculdades, apresentam sérios déficits de atualização em relação a ontem.
Por outro lado, em nossa área dominamos muitas técnicas primordiais aos dias atuais (exemplo: indexação) e acumulamos competências de investigação e organização que não são vistas em outras áreas, que parecem dispender um grande esforço para tentar desenvolver métodos bastante corriqueiros para os profissionais da área de Ciências da Informação.
Provavelmente qualquer Bibliotecário que utiliza MARC no dia-adia chore de rir quando se intera das profundas discussões em torno do "Dublin Core" e outros tantos formatos que o pessoal da área de TI está criando. Serei mais ousado, e muitos discordarão, mas me parece que estamos assistindo passivamente o reinvento da roda sem que os especialistas no assunto (profissionais da área de Ciência da Informação) sejam sequer consultados.
Outro exemplo prático de ausência de um profissional de nossa área, são as categorias de assunto em que são divididos os livros no Google Book's, onde pode-se encontrar, por exemplo, o conto infantil "The three pigs" (Os três porquinhos) classificado em "Technology & Engineering".
Tudo isto para dizer que ainda não há razão para alarmes, nem é necessário começar uma revolução e muito menos precisamos acrescentar nenhum sufixo (Cyber, Techno, etc...) ao título da profissão que exercemos, mas sim é preciso que os profissionais acordem para a nova realidade e deixem de ser meros quadjuvantes, passando a contribuir de forma ativa neste cenário.
Todos perdem com a atual situação! Nós perdemos mercado de trabalho para pessoas de outras áreas ligadas a tecnologia e as empresas, como por exemplo a Google, estão perdendo a oportunidade de contar com profissionais que poderiam estar agregando muita qualidade aos seus serviços. Para que possamos alcançar o status de atores que nos é de direito, não basta esperarmos que um dia resolvam lembrar de nós, também não adianta ficar paranóico e tentar saber de tudo na área de tecnologia. O bom senso ainda não foi alcançado! Sejam ANTENADOS, acho que esta é a melhor definição para o profissional que possui sensibilidade e maleabilidade suficiente para se adequar ao ambiente de trabalho que está se desenhando. Não é preciso saber programar, mas podemos sim ter noção do tipo de linguagem que será utilizada no desenvolvimento do serviço X ou Y e saber quais as limitações que isto implica, é também preciso ter habilidade para negociar e acima de tudo planejar... Só assim encontraremos um lugar ao sol em um futuro não muito distante.